Sobre a Democracia, a Inclusão e a Economia

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Sobre a Democracia, a Inclusão e a Economia

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A democracia parlamentar foi cuidadosamente concebida para que as pessoas se identificassem  com os orgãos governativos. Os políticos fazem campanha pelos seus projectos e os eleitores votam livremente nos candidatos que preferem. Os que obtêm mais votos são eleitos deputados e formam a Assembleia da República, na qual não existe uma única pessoa que não tenha sido eleita por voto popular directo. Das maiorias existentes na A.R. resulta a formação de um governo.

Todo este processo tem por objectivo a constituição de uma Assembleia da República e um governo com os quais a população tenha ligação emocional.

Estranhamente, eu não conheço ninguém que se identifique com os orgãos de soberania. A situação passou, aliás, de peculiar a psico coiso há uns meses atrás, quando, incrédulo, vi na televisão o ilustre constitucionalista Jorge Miranda, um dos principais responsáveis pelo texto da Constituição Portuguesa confessar, com ar tímido e atrapalhado (pudera!), que há muito que votava em branco nas eleições, por não se conseguir identificar com nenhum partido.

Se o Jorge Miranda não se consegue identificar com o sistema que ele próprio montou, algo de muito errado se está a passar… Continuar a ler