A Crise Da Zona Euro Explicada Às Avózinhas

Uma das coisas que mais me atrai na antiga União Soviética é a ideia de que a arte deve ser educativa e inspiradora. Aqueles murais com ceifeiras em poses heróicas, louvando a nobreza do trabalho agrícola e incentivando os cidadãos a contribuir para a prosperidade da nação é algo que simplesmente já não há. A escrita, a pintura e a música de hoje em dia, quando têm significado político, é sempre de crítica, de “deita abaixo”.

Os media, por sua vez, ou dizem mal de tudo ou dão explicações complicadíssimas, que não ajudam ninguém a perceber os problemas e a formular opiniões.

Um dos assuntos que anda aí na baila e sobre o qual não se encontra um único texto fácil de perceber é a situação da crise da zona euro. Basicamente, os países mais pobres, ao aderirem ao euro, ficaram com uma credibilidade artificialmente acrescida, que lhes permitiu endividarem-se muito acima do que faria sentido. A Alemanha achou fantástico o acesso à exploração desses novos mercados e colaborou na concessão de crédito excessivo. Agora que a bolha estourou, vacila entre uma integração total, que ajuda a resolver o problema mas que a liga para sempre a países dos quais desconfia e uma recusa de integração, que põe em risco o poderio entretanto conquistado.

Continua confuso? Então leia a versão que eu escrevi para divulgação popular.

É muito fácil. No final do texto, se estiver do lado do noivo, concorda com a Alemanha. Se estiver do lado da noiva, concorda com Portugal, Grécia, etc.

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A Crise Da Zona Euro Explicada Às Avózinhas

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– Mas não casam porquê? Pergunta a mãe do rapaz, estupefacta.

– Os convidados já começaram a chegar. Vai ser um escândalo. Acrescenta a mãe da rapariga.

– Ela só quer o meu dinheiro. Eu devia estar cego, mas agora vejo bem. Bem demais!

– És um estúpido! Só pensas nisso. Para ti é só dinheiro, dinheiro. Tudo é dinheiro.

– Claro, tu ao dinheiro não ligas nenhuma. És completamente desinteressada. Mas sabes gastar. Isso sabes.

A mãe da rapariga estava confusa.

– Mas a minha filha nunca foi gastadora. Pode perder a cabeça com uma mala ou uns sapatos, uma vez por outra, mas…

– Nunca foi gastadora com o dinheiro dela! Com o meu é à fartazana.

– Com o seu? Mas como…

A rapariga tamborilava com os dedos no tampo da mesa, entre o nervoso e o irritado.

– Ele emprestou-me o VISA, mãezinha e eu comprei umas coisitas.

– Emprestaste-lhe o teu VISA? Pergunta a mãe do rapaz, incrédula.

– Mas se você emprestou o VISA à minha filha, foi para lhe oferecer uma prenda. Não tem motivo para ficar assim.

– Emprestei, é verdade. Para ela usar dentro do saldo do cartão. Mas a queridinha achou que não chegava. Era pouco. Então decidiu comprar um montão de outras coisas a prestações. Para além do saldo. Com o MEU cartão.

– Mesquinho, és um mesquinho. Também não foi tanto assim.

– Não foi tanto assim? Foi pouco? Então é simples – paga tu.

– Sabes muito bem que não tenho. Se não querias que eu gastasse, não me tinhas dado o cartão para a mão. Tu deste, eu gastei – azarix.

– Azarix, uma ova. Primeiro pagas as dívidas. Depois, com muita calma, logo se pensa se ainda há casamento.

– Ai é? Não sabes se queres casar? Pois fica já resolvido. Vou-me embora e acabou-se.

A noiva abriu a porta da sala, ameaçando sair, sem grande convicção.

– Sais essa porta, não há casamento e pagas as dívidas todas. No tribunal, se for preciso.

– A minha filha tem razão. Você é um ordinário. Com a fortuna que tem e esses apelidos sonantes e a fazer fita por causa de ninharias.

Foi a vez da mãe do noivo perder as estribeiras.

– Ordinário? O meu filho? Você que é mãe dessa galdéria devia ter vergonha na cara. Teria feito melhor se a tivesse ensinado a trabalhar e a viver dentro do que ganha. Eu sempre disse ao meu filho para não se meter com ela.

Pela porta aberta entrava agora o som duma televisão ligada. A voz do locutor competia com os gritos da sala:

“… A Senhora Merkel voltou a agitar os mercados ao declarar que não discutirá na próxima reunião uma integração mais profunda que permita aliviar a crise das dívidas soberanas no Sul da Europa. Tudo indica que a Alemanha não está disposta a pôr a sua própria economia em risco para…”

– Tribunal? És mesmo rasca. A ameaçar-me com tribunais. A tua própria noiva!

– Se ficas muito ofendida tens bom remédio. É só devolveres as coisas que compraste com o meu cartão.

Foi a vez da noiva perder as estribeiras.

– Devolver o que comprei? Isso é que era bom. E tu, devolves as quecas?

Fez-se um momento de silêncio. As duas mães olharam para os respectivos filhos, boquiabertas.

– Ai, minha filha! Não me digas que tu o deixaste…

Pela porta continuava a ouvir-se a voz do interlocutor:

“… os analistas consideram que as economias da zona euro estão neste momento já demasiado integradas para que se possa voltar atrás. A penetração dos produtos alemães nos mercados da zona euro…”

– Mas ninguém desliga a porcaria dessa televisão? Gritou o noivo, descontrolado.

Alguêm desligou.

Uma cabeça espreitou pela porta entreaberta.

As duas mães ensaiaram o seu melhor sorriso, tentando pôr o ar mais natural possível.

– Eles estão um pouco nervosos, só isso, Senhor Padre. Uns minutinhos e resolve-se tudo.

A outra mãe tentou, sem sucesso, pôr um ar condescendente, como se todos os casamentos fossem sempre assim.

O padre não disse nada. Fechou a porta e afastou-se.

Uma senhora idosa, que auxiliava nos assuntos da paróquia, perguntou:

– O que é que se passa, Senhor Padre? Era só gritos que se ouvia da sala. Eles já não querem casar?

– O casamento, D. Violante, é algo de sagrado. Exige devoção e sacrifícios. Esta gente não tem noção do que isso é.

– Mas vão casar ou não, Senhor Padre? A igreja já está cheia. Os convidados estão a começar a ficar agitados. O que é que eu faço?

– Vamos esperar um pouco. Noutros tempos, eu recusava-me era a casá-los. Isto não passa de uma aventura entre um rapaz rico e imaturo e uma rapariga licenciosa, à procura de dinheiro fácil.

Fez uma pausa.

– Se quer saber a minha opinião, D. Violante, nenhum dos dois é flor que se cheire.

——————————————–

Imagino que vários leitores estão, neste momento, com uma dúvida insanável.

– Li o texto todo mas não concordo nem com o noivo nem com a noiva. Eu concordo é com o padre. Afinal, estou do lado de quem?

Do meu, caro leitor.

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Se gostou deste artigo, sugiro que leia

Sobre a Democracia, a Inclusão e a Economia

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Se estiver farto de política, pode ler

O Príncipe e a Singularidade – Um Conto Circular

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P. Barrento 2012

http://www.facebook.com/pedro.barrento

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38 responses to “A Crise Da Zona Euro Explicada Às Avózinhas

  1. Uma analogia muito interessante. Para o bem da Europa, a haver “casamento” espero que seja feito um acordo pre-nupcial bem claro!

  2. Porque sou Portuguêsa, devo estar ao lado de Portugal. Acrescento que o “Mundo é dos espertos”, não dos que pensão que o são! Lígia Almeida

  3. Muito giro e infelizmente muito real.Zangaram-se as comadres…descobriram-se as verdades!E todos os dias há novas verdades…quando acabará o desentendimento a hipócrisia e qual será o desfecho deste imbróglio?

  4. Hi Doc !

    Li o artigo… mas fiquei intrigado sobre a autoria e a autoridade ! Pf esclareçe me sobre a autoria , depois darei a minha opinião sobre o texto apócrifo ! Abraço Bas

  5. bem esgalhado mas… sofre da visão errada que tão espertalhonamente tem sido a ser divulgada: a de que o problema nasce de gastarmos demais. Os espanhóis, com uma dívida soberana mínima, também gastaram demais? Ou foi a banca que quis ganhar demais? O problema da Merkel é que o Deutche bank, entre outros, tem um buraco do tamanho da Europa e é preciso tapar esse buraco rapidamente com o dinheiro não especulativo que ainda existe – nos bolsos dos pobres, porque o dinheiro dos ricos é todo especulativo, é por isso que enriqueceram.

    • Essa ideia de que há dois tipos de dinheiro e que o dos pobres é o único que é verdadeiro, é uma ideia engraçada. Acho que dava para um dos meus artigos satíricos…

      • brjnica antes de mais dou-lhe os meus sinceros parabéns pela analogia do seu artigo. No entanto, não concordo com a sua visão nesta resposta. Apesar de mal formulada, a opinião de alf parece ser uma referência direta ao dinheiro gerado pelo trabalho (“os pobres”) face ao dinheiro gerado pelos juros (ricos). Assim no meu entendimento a questão de alf poderá relacionar-se com os juros (“o dinheiro dos ricos é todo especulativo”) e a sua relação perigosa com o sistema de reserva fraccionada. Fica a minha opinião. Um bem-haja.

  6. Faltaria acrescentar á historia que a Noiva ao gastar do Visa, comprou muito na loja do pai do noivo.
    Muito do dinheiro ficou lá por casa….

  7. O que aqui é esquecido, é que se em vez dum visa usarmos a analogia dum cartão telefónico pré-pago, muito do saldo usado pela noiva teria sido carregado por ela própria.

  8. Lamento desiludi-lo, meu caro senhor deste blogue. A Alemanha não deu o VISA para a mão dos outros países. O que se passa é que a Alemanha é o marido asqueroso que casou com uma mulher mais pobre mas não quer partilhar com ela a sua riqueza. É o marido que casou para ter uma criada. É o marido que EMPRESTOU à mulher todo o dinheiro que ela quis e agora está a exigir-lhe que pague com juros o mais depressa possível, porque ele também se meteu em negócios duvidosos. Quando ela conseguir pagar tudo, se conseguir, vai pedir o divórcio. Irão acabar os dois em guerra e na miséria.

    • Mas será que a mulher não tem cabecinha para pensar e fazer contas ou simplesmente queria se aproveitar. Eu não me reconheço na noiva e para a queca tinham que serem dois

  9. Eu estou do lado de que se devem casar. E o dinheiro passa a ser dos dois. Assim a Noiva vai ter noção, e o noivo vai continuar a ir à cama com a noiva. A isto se chama casamento (Na minha cabeça Federação de iguais e não união de subjugação, mas como os tugas só foram para a UE para o dinheiro e os Alemães para expandirem o negócio..quem se lixa é o povo que bem podia ser só um ou seja a potência #1 do mundo)

    • “…mas como os tugas só foram para a UE para o dinheiro e os Alemães para expandirem o negócio…” – Exactissimamente. O problema é mesmo esse!

  10. … ela tem é que pagar o que gastou do outro vendendo as quecas a outros! Paga o que deve, livra-se do casamento e ainda ganha algum por fora…

  11. Por acaso não trata de um casamento por conveniência, arranjado por uns amigos (da onça) banqueiros e de longa data, muito chegados dos noivos, que já em 1939, tinham financiado o divorcio entre o noivo e a Europa, e ganho muitos milhões com isso?! E essa orgia que os Senhores chamam de “Federalismo” não iria dar num divorcio ainda mais sangrento?!

  12. muito bem imaginado, aproveito para dizer que não resisti a publicar o link no facebook, afinal de contas um pouco de cidadania não faz mal a ninguem

  13. Foram dadas muitas quecas… sem camisa de vénus. A imprevidencia tem sempre um preço a pagar. O noivo retirou o cartão visa e quer o dinheiro de volta, mas com juros. Mas a noiva deixou de saber trabalhar e agora não tem dinheiro para pagar, o que equivale a ter se submeter a exigencias, que vão exaurir a população e o pobre tuga é que está sofrer as consequencias.

  14. Parabéns pelo conto, parece Tim Hartford, com o seu artigo “is the credit crunch suitable for children”.
    Faça mais.

  15. Gostei tanto da sua historia que não resisti a fazer a segunda parte : De repente a porta abre-se .
    Por ela adentro entra o primo Coelho acompanhado de um Senhor gordo..,com ar prospero.

    ” Não se preocupem. Tudo se vai arranjar” – Diz o Primo Coelho com um sorriso de orelha a orelha.
    Eu já sabia do vosso problema.
    Falei com um amigo sobre a questão.Ele é gerente de um banco.
    Concordou em ajudar-vos.
    De três em 3 meses ele dá-vos o cheque para pagarem a divida do cartão .
    Eu fico a gerir as despesas da prima e a conta bancária que a prima utilizou.
    Podem casar.
    O João pode ficar descançado “.
    “ Terá o problema resolvido.”.
    “ O seu salário pode começar a pôr em outra conta “.
    “ Casa-se com separação de bens “.
    Eu limito-me a gerir a conta e as despesas da prima até a situação ficar resolvida.

    ” Concordam ? “.
    A solução parece boa.
    O casamento ìa avante.
    O noivo veria os seus problemas imediatos resolverem-se.
    E a prima ficaria também sem um problema às costas.
    Todos concordaram.
    Aí estava o plano perfeito para trazer a Paz e o sossego àquela familia dividida.

    O Padre regressa à sala.., retoma-se a cereimónia e ao fim da tarde…, tudo era riso e felicidade à mesa do jantar de casamento.
    De inicio tudo corre bem.
    Agora é Coelho que gere as contas.
    O amigo banqueiro visita-o regularmente …, traz o cheque e vê o estado das contas.
    De inicio a prima parece concordar com a redução dos gastos .
    Mas em breve começa a reclamar.
    ” O que é isto Primo Coelho ? ”
    ” Então agora só posso comprar dois pares de sapatos por ano !!????
    Eu assim não posso viver !!!!
    Já nem posso sair à rua.”.
    Noutras ocasiões.., é a mãe da Prima que reclama.
    ” Coelho !! Esta politica de austeridade não serve !!! Tu afinal és amigo da tua Prima ou és um lacaio do banqueiro teu amigo !!!!?????”
    “ Tens que te impôr ao teu amigo banqueiro .
    Falar voz grossa.
    Isto assim não pode ser !!!
    Só falta a minha filha andar rota na rua !!!!!!!”
    De tres em tres meses o banqueiro reunia-a com o pobre Coelho para ver como ia a contabilidade da Ana.
    A coisa melhorava.., mas eram precisas novas poupanças , nova austeridade.
    A dívida ainda era demasiado grande.
    Coelho suava.., passava serões a ver e rever contas….,explicava a situação desesperada à familia da prima..,..,desunhava-se.., mas todos estavam cada vez mais contra ele !!!! “.

    Um belo dia mais uma crise estala.

    Coelho tinha decidido que agora a prima levava uma marmita para o trabalho para poupar na comida do restaurante
    A berraria , porém , é geral . Todos declaram que isso não pode ser e até ameaçam pôr Coelho em tribunal acusando-o de má gestão. .

    Ir de marmita para o trabalho !!!???
    Isso não pode ser !!!
    De maneira nenhuma .
    A Prima ficaria em situação de desigualdade em relação aos outros colegas.
    Todos os colegas comim em restaurantes caros.
    Nem pensar a Prima levar um lanche para o trabalho !!!
    Coelho fica furibundo.
    Ele está ali a tentar pôr as contas da Prima em ordem , e estão todos conbtra ele ?
    Ele agora já é ameaçado por toda a família ?
    Furioso Coelho sai porta fora e vai falar com o Pai.., um Senhor que conhecia toda a situação.

    “Eu quero é que eles vão passear,.Quero que vão é dar uma volta ao bilhar grande !!!
    O problema do cartão de credito não é meu !!!! “.
    “ Estão-me a cortar as pernas !!”. – Desabafa Coelho que tinha vindo directamente da casa da prima depois de mais uma cena familiar.
    ” Tem calma filho “- Responde o Pai.
    ” Se tu te fosses embora era o caos”.
    ” O teu amigo banqueiro suspendia os cheques para os pagamentos das dividas do cartão…,
    e eles ficavam entalados. Entravam na bancarrota. “.
    Tem calma , filho “.
    ” Faz um esforço mais.”.
    Coelho concorda.

    Nessa noite Coelho , cansado,meio derrotado regressa a casa para mais uma noite de sono agitada.
    Já sonha com dívidas .., com o amigo Banqueiro.., com a Bancarrota daquela Prima que apesar de tudo ama…;
    No outro dia lá está ele dedicado mais uma vez a gerir a conta da familiar.
    ” Onde é que eu agora vou arranjar o dinheiro para ela continuar a comer no restaurante todos os dias ? “- Interroga-se Coelho.

    Nas semanas seguintes o pobre Coelho passa as noites a trabalhar quase até ao cantar do galo.
    Aconselha-se com um contabilista de renome.., o Dr Gaspar.
    Eles são amigos de longa data e o Dr Gaspar até concorda em trabalhar para Coelho de graça.
    Gerir aquelas contas não é trabalho para um homem só !!!
    É preciso arranjar dinheiro para os almoços da prima e mesmo assim cortar na despesa para que o amigo banqueiro continue a trazer o cheque.
    Ao fim de semanas de trabalho , Coelho e Gaspar arranjam novo plano.
    Tem de ser rapido para o tio Banqueiro lhe entregar mais um cheque.
    Num dia às oito da noite Coelho.., magro.., ar cansado..,
    preocupado.,esgotado..,Coelho apresenta-se em casa da Prima para anunciar as novas medidas que vão substituir aquelas recusadas pela prima gastadora.

    “ Vai-se fazer isto.., e isto.., e mais isto…”.
    Coelho fala durante quase meia hora.
    O seu tom é cansado.

    Acabado o discurso..,por um breve momento, a sala fica em silêncio.., mas logo depois se ouve um arrastar de cadeira.

    É a prima que se levanta cheia de energia :
    Ela está gorda.., feliz..,pele luzidia….;
    ” Não concordo com mais austeridade . Não concordo com mais cortes.
    O Coelho que vá falar com o Tio banqueiro e resolva o problema.”.
    “ Muito boa noite “.

    E com esta frase curta a Prima , ar decidido , abandona a sala sai porta fora .
    Coelho cansado, infeliz , moído.., dobra os papeís que tinha trazido.., diz com ar digno : “ Muito Boa Noite “ , e abandona a casa também , ar abatido.

  16. “- Sabes muito bem que não tenho. Se não querias que eu gastasse, não me tinhas dado o cartão para a mão. Tu deste, eu gastei – azarix.”
    Peço desculpa mas este pensamento e esta atitude é infantil e totalmente irresponsável.
    Nenhum adulto pode encarar a sua vida desta forma, e pensar que sim é viver alheado da realidade.
    Não estragar aquilo que se tem, respeitar aquilo que nos emprestam, não dar um passo maior que a perna, perceber que há consequências nas nossas acções é algo relativamente básico que está no cerne duma educação normal.
    Não consigo entender como é que alguém pode aceitar como normal que somos todos irresponsáveis e que podemos fazer o que nos dá na telha e quem vier atrás que feche a porta.
    Obviamente nesses moldes não se pode contruir uma sociedade.

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