O Príncipe e a Singularidade – Um Conto Circular

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The Prince and the Singularity

- A Circular Tale -

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is now available on Amazon, both as an ebook and as a paper book.

You can read a sample HERE.

If you’re interested in buying it please follow any of these links:

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Amazon Links ENG version:

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O Príncipe e a Singularidade

– Um Conto Circular -

está disponível na Amazon

EM PORTUGUÊS

em formato Kindle e em “papel”.

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Links Amazon versão Portuguesa:

Livro em papel

Kindle Portugal / Kindle Brasil

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Os dois primeiros capítulos do livro podem ser lidos

AQUI (em Português)

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Nossa Senhora da Igualdade

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Este texto é dedicado a Christine Lagarde, Directora do Fundo Monetário Internacional, que levantou uma enorme polémica, ao dizer que estava mais preocupada com os pobres do Níger, do que com os problemas dos Gregos.

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Nossa Senhora da Igualdade

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Não sei se já repararam, mas nas entrevistas de rua, nos Estados Unidos, quando as pessoas reclamam da crise e da pobreza, há um pormenor interessante. Sempre que mencionam a injustiça social e começam a falar nos bancos e nos milionários, tendem a fazer um pequeno aparte, do tipo: “…claro que se eles são ricos é porque trabalharam para isso e merecem…” e depois segue-se uma lamentação de que a diferença social não devia ser tão grande, ou que a riqueza de uns não devia implicar a miséria de outros ou algo similar.

A primeira vez que reparei nisto, achei curioso que uma pessoa tão pobre ou tão crítica do sistema se lembrasse de fazer uma observação dessas. Depois notei, com estranheza, que o fenómeno se repetia com frequência. Finalmente, no meio dum documentário do Michael Moore (não me lembro qual), o próprio fez um aparte desse tipo. Continuar a ler

O Capítulo Perdido de “O Príncipe”, de Maquiavel

O lema deste blog é: “Um misto de sátira e de ideias políticas, em que nunca se tem a certeza do que é sátira e do que são as convicções”.

O que eu acho estranho é que eu próprio não consigo decidir se os meus escritos são só para fazer pouco do Sistema ou se acredito em alguma coisa daquilo que escrevo.

E isso, não me parece normal.

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O Capítulo Perdido de “O Príncipe”, de Maquiavel

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Passo a vida a ler na net e a ouvir nas notícias que os cidadãos deste país clamam por mais transparência.

É algo que soa instintivo. Se houver mais transparência, há menos negociatas e os malandros dos políticos já não conseguem meter dinheiro ao bolso.

Eu, como de costume, discordo. Acho que a questão da transparência está a ser vista duma forma infantil. Continuar a ler

A Crise Da Zona Euro Explicada Às Avózinhas

Uma das coisas que mais me atrai na antiga União Soviética é a ideia de que a arte deve ser educativa e inspiradora. Aqueles murais com ceifeiras em poses heróicas, louvando a nobreza do trabalho agrícola e incentivando os cidadãos a contribuir para a prosperidade da nação é algo que simplesmente já não há. A escrita, a pintura e a música de hoje em dia, quando têm significado político, é sempre de crítica, de “deita abaixo”.

Os media, por sua vez, ou dizem mal de tudo ou dão explicações complicadíssimas, que não ajudam ninguém a perceber os problemas e a formular opiniões.

Um dos assuntos que anda aí na baila e sobre o qual não se encontra um único texto fácil de perceber é a situação da crise da zona euro. Basicamente, os países mais pobres, ao aderirem ao euro, ficaram com uma credibilidade artificialmente acrescida, que lhes permitiu endividarem-se muito acima do que faria sentido. A Alemanha achou fantástico o acesso à exploração desses novos mercados e colaborou na concessão de crédito excessivo. Agora que a bolha estourou, vacila entre uma integração total, que ajuda a resolver o problema mas que a liga para sempre a países dos quais desconfia e uma recusa de integração, que põe em risco o poderio entretanto conquistado.

Continua confuso? Então leia a versão que eu escrevi para divulgação popular.

É muito fácil. No final do texto, se estiver do lado do noivo, concorda com a Alemanha. Se estiver do lado da noiva, concorda com Portugal, Grécia, etc.

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A Crise Da Zona Euro Explicada Às Avózinhas

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- Mas não casam porquê? Pergunta a mãe do rapaz, estupefacta.

- Os convidados já começaram a chegar. Vai ser um escândalo. Acrescenta a mãe da rapariga.

- Ela só quer o meu dinheiro. Eu devia estar cego, mas agora vejo bem. Bem demais!

- És um estúpido! Só pensas nisso. Para ti é só dinheiro, dinheiro. Tudo é dinheiro.

- Claro, tu ao dinheiro não ligas nenhuma. És completamente desinteressada. Mas sabes gastar. Isso sabes.

A mãe da rapariga estava confusa.

- Mas a minha filha nunca foi gastadora. Pode perder a cabeça com uma mala ou uns sapatos, uma vez por outra, mas…

- Nunca foi gastadora com o dinheiro dela! Com o meu é à fartazana. Continuar a ler

Sobre a Democracia, a Inclusão e a Economia

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Sobre a Democracia, a Inclusão e a Economia

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A democracia parlamentar foi cuidadosamente concebida para que as pessoas se identificassem  com os orgãos governativos. Os políticos fazem campanha pelos seus projectos e os eleitores votam livremente nos candidatos que preferem. Os que obtêm mais votos são eleitos deputados e formam a Assembleia da República, na qual não existe uma única pessoa que não tenha sido eleita por voto popular directo. Das maiorias existentes na A.R. resulta a formação de um governo.

Todo este processo tem por objectivo a constituição de uma Assembleia da República e um governo com os quais a população tenha ligação emocional.

Estranhamente, eu não conheço ninguém que se identifique com os orgãos de soberania. A situação passou, aliás, de peculiar a psico coiso há uns meses atrás, quando, incrédulo, vi na televisão o ilustre constitucionalista Jorge Miranda, um dos principais responsáveis pelo texto da Constituição Portuguesa confessar, com ar tímido e atrapalhado (pudera!), que há muito que votava em branco nas eleições, por não se conseguir identificar com nenhum partido.

Se o Jorge Miranda não se consegue identificar com o sistema que ele próprio montou, algo de muito errado se está a passar… Continuar a ler

O Dragão Com Tosse

Sugestões: A criança mais pequena a quem já contei este conto tinha 3 anos e meio. Nessa idade é complicado porque o conto é comprido e as crianças muito pequenas tendem a perder interesse a meio. Todas elas adoram o fim, independentemente da idade. Uma solução possível é encurtar a história, saltando um dos animais. Nunca experimentei, mas deve dar. Outra solução é contar a história repartida em três noites, ao deitar. O conto é para ser contado a crianças individualmente, não pode ser contado em grupo. Vamos presumir que a criança se chama Francisco.

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O Dragão Com Tosse

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Era uma vez um dragão que tinha tosse.

Tu, às vezes, também tens tosse, não tens, Francisco? Continuar a ler